Segurança do paciente: o que os números mostram e como reduzir eventos adversos
Equipe Néri · 10 de junho de 2026 · 5 min de leitura
Segurança do paciente não é um tema abstrato — é medível. E os números expõem um problema grande, porém em boa parte evitável. Entender onde estão as falhas é o primeiro passo para reduzi-las.
O tamanho do problema
- Cerca de 7,6% dos pacientes internados sofrem algum evento adverso durante a internação.
- Dois terços desses eventos são considerados evitáveis — não são fatalidades, são falhas de processo.
- 80% dos eventos adversos graves envolvem falha de comunicação, sobretudo na passagem de plantão.
Erros de medicação, quedas, lesões por pressão e lacunas assistenciais aparecem repetidamente entre as causas — e quase sempre há, na origem, uma informação que se perdeu ou um sinal que passou despercebido.
Por que a comunicação é o ponto crítico
A cada troca de turno, a responsabilidade pelo paciente muda de mãos. Se a passagem é feita de memória, no corredor ou em papéis soltos, detalhes essenciais — uma pendência de medicação, uma intercorrência, um dispositivo — podem simplesmente não chegar à próxima equipe. É nessa fresta que o risco entra.
A maior parte dos eventos adversos graves tem, na raiz, uma falha de comunicação.— The Joint Commission
O paradoxo da documentação
A documentação faz parte da rotina assistencial, mas registros fragmentados e retrabalho podem dificultar a consulta das informações. A organização do registro deve apoiar a continuidade do cuidado.
Como reduzir eventos adversos
- Padronizar a passagem de plantão — estrutura previsível (paciente, condição, pendências, próximas ações) reduz esquecimentos.
- Monitorar em tempo real — alertas sobre medicação, sinais vitais e pendências antes que virem ocorrência.
- Liberar a equipe da burocracia — menos tempo digitando é mais tempo observando o paciente.
- Garantir rastreabilidade — saber o que foi feito, por quem e quando.
É aqui que a tecnologia certa faz diferença. A Néri monta a passagem de plantão a partir dos eventos do turno, sinaliza pendências e riscos em tempo real e reduz a digitação — atacando justamente as falhas de comunicação e de processo que mais custam ao paciente.
Fontes
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